O blog
No blog Nossa Bibliotequinha reúno histórias infantis para serem trabalhadas com as crianças em sala de aula, em casa ou em projetos pedagógicos. As histórias contidas no blog foram coletadas na internet (como domínio público) e reunidas a fim de facilitar o uso diário de profissionais da educação e pais ou responsáveis pelas crianças.
Estou completamente aberta à sugestões e críticas CONSTRUTIVAS. Se for encontrado no blog qualquer erro de ortografia, irregularidades ou histórias que estão em desacordo com os direitos autorais, peço que entrem em contato comigo para que eu possa imediatamente corrigir, ou excluir a postagem.
Torço para que este blog seja uma ótima ferramenta de trabalho para todos.
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07 abril 2024
28 setembro 2017
O garoto do "olha o lobo"
Um pastorzinho que cuidava de seu rebanho perto de um povoado gostava de se distrair de vez em quando gritando:
-
Olha o lobo! Socorro! Olha o lobo!
Deu
certo umas duas ou três vezes. Todos os habitantes do povoado vinham correndo
ajudar o pastorzinho e só encontravam risadas diante de tanto esforço. Um dia
apareceu um lobo em carne e osso. O menino gritou desesperado, mas os vizinhos
achavam que era só brincadeira e nem prestaram atenção. O lobo pôde devorar
todas as ovelhas sem ser perturbado.
Moral:
Os mentirosos podem falar a verdade que ninguém acredita.
Fábulas de Esopo
O Gato de Botas
Era uma vez um moleiro muito
pobre, que tinha três filhos. Os dois mais velhos eram preguiçosos e o caçula
era muito trabalhador.
Quando o moleiro morreu, só
deixou como herança o moinho, um burrinho e um gato. O moinho ficou para o
filho mais velho, o burrinho para o filho do meio e o gato para o caçula. Este
último ficou muito descontente com a parte que lhe coube da herança, mas o gato
lhe disse:
__Meu querido amo, compra-me
um par de botas e um saco e, em breve, te provarei que sou de mais utilidade
que um moinho ou um asno.
Assim, pois, o rapaz
converteu todo o dinheiro que possuía num lindo par de botas e num saco para o
seu gatinho. Este calçou as botas e, pondo o saco às costas, encaminhou-se para
um sítio onde havia uma coelheira. Quando ali chegou, abriu o saco, meteu-lhe
uma porção de farelo miúdo e deitou-se no chão fingindo-se morto.
Excitado pelo cheiro do
farelo, o coelho saiu de seu esconderijo e dirigiu-se para o saco. O gato
apanhou-o logo e levou-o ao rei, dizendo-lhe:
__Senhor, o nobre marquês de
Carabás mandou que lhe entregasse este coelho. Guisado com cebolinhas será um
prato delicioso.
__Coelho?! - exclamou o rei.
__ Que bom! Gosto muito de
coelho, mas o meu cozinheiro não consegue nunca apanhar nenhum. Diga ao teu amo
que eu lhe mando os meus mais sinceros agradecimentos.
No dia seguinte, o gatinho
apanhou duas perdizes e levou-as ao rei como presente do marquês de Carabás.
Durante um tempo, o gato
continuou a levar ao palácio outros presente, todos dizia ser da parte do
Marquês de Carabás.
Um dia o gato convidou seu
amo para tomar um banho no rio. Ao chegarem ao local o gato disse ao jovem:
__ De hoje em diante seu
nome será Marquês de Carabás. Agora, por favor, tire sua roupa e entre na água.
O rapaz não estava
entendendo nada, mas como confiava no gato atendeu seu pedido.
O gato havia levado rapaz no
local por onde devia passar a carruagem real.
esperto gato ao ver uma
carruagem se aproximando começou a gritar:
__Socorro! Socorro!
Que aconteceu? - perguntou o
rei, descendo da sua carruagem.
Os ladrões roubaram a roupa
do nobre marquês de Carabás! - disse o gato.
__ Meu amo está dentro da
água, ficará resfriado.
O rei mandou imediatamente
uns servos ao palácio; voltaram daí a pouco com um magnífico vestuário feito
para o próprio rei, quando jovem.
Contos, fabulas e
historinhas: O Gato de Botas
O dono do gato vestiu-se e
ficou tão bonito que a princesa, assim que o viu, dele se enamorou. O rei
também ficou encantado e murmurou:
__Eu era exatamente assim,
nos meus tempos de moço.
O rei convidou o falso
marquês para subir em sua carruagem.
__ Será que a vossa
majestade nos dá a honra de visitar o palácio do Marquês de Carabás? –
perguntou o gato, diante do olhar aflito do rapaz
O rei aceitou o convite e o
gato saiu na frente, para arrumar uma recepção par ao rei e a princesa.
O gato estava radiante com o
êxito do seu plano; e, correndo à frente da carruagem, chegou a uns campos e
disse aos lavradores:
__O rei está chegando; se
não lhes disserem que todos estes campos pertencem ao marquês de Carabás, o rei
mandará cortar-lhes a cabeça.
De forma que, quando o rei
perguntou de quem eram aquelas searas, os lavradores responderam-lhe:
__Do muito nobre marquês de
Carabás.
__Que lindas propriedades
tens tu!- elogiou o rei ao jovem.
O moço sorriu perturbado, e
o rei murmurou ao ouvido da filha:
__Eu também era assim, nos
meus tempos de moço.
Mais adiante, o gato
encontrou uns camponeses ceifando trigo e lhes fez a mesma ameaça: __Se não
disserem que todo este trigo pertence ao marquês de Carabás, faço picadinho de
vocês.
Assim, quando chegou a carruagem
real e o rei perguntou de quem era todo aquele trigo, responderam:
__Do mui nobre marquês de
Carabás.
O rei ficou muito
entusiasmado e disse ao moço:
__ Ó marquês! Tens muitas
propriedades!
O gato continuava a correr à
frente da carruagem; atravessando um espesso bosque, chegou à porta de um
magnífico palácio, no qual vivia um ogro muito malvado que era o verdadeiro
dono dos campos semeados. O gatinho bateu à porta e disse ao ogro que a abriu:
__Meu querido ogro, tenho
ouvido por aí umas histórias a teu respeito. Dizei-me lá: é certo que te podes
transformar no que quiseres?
__ Certíssimo - respondeu o
ogro, e transformou-se num leão.
__ Isso não vale nada -
disse o gatinho. - Qualquer um pode inchar e aparecer maior do que realmente é.
Toda a arte está em se tornar menor. Poderias, por exemplo, transformar-te em
rato?
__ É fácil - respondeu o
ogro, e transformou-se num rato.
O gatinho deitou-lhe logo as
unhas, comeu-o e desceu logo a abrir a porta, pois naquele momento chegava a
carruagem real. E disse:
__ Bem vindo seja, senhor,
ao palácio do marquês de Carabás.
__ Olá! - disse o rei
__ Que formoso palácio tens
tu! Peço-te a fineza de ajudar a princesa a descer da carruagem.
O rapaz, timidamente,
ofereceu o braço à princesa e o rei murmurou-lhe ao ouvido:
__ Eu também era assim
tímido, nos meus tempos de moço.
Entretanto, o gatinho
meteu-se na cozinha e mandou preparar um esplêndido almoço, pondo na mesa os
melhores vinhos que havia na adega; e quando o rei, a princesa e o amo entraram
na sala de jantar e se sentaram à mesa, tudo estava pronto.
Depois do magnífico almoço,
o rei voltou-se para o rapaz e disse-lhe:
__ Jovem, és tão tímido como
eu era nos meus tempos de moço. Mas percebo que gostas muito da princesa, assim
como ela gosta de ti. Por que não a pedes em casamento?
Então, o moço pediu a mão da
princesa, e o casamento foi celebrado com a maior pompa. O gato assistiu,
calçando um novo par de botas com cordões encarnados e bordados a ouro e
preciosos diamantes.
E daí em diante, passaram a
viver muito felizes. E se o gato às vezes ainda se metia a correr atrás dos
ratos, era apenas por divertimento; porque absolutamente não mais precisava de
ratos para matar a fome...
(Charles Perrault)
28 novembro 2016
O leão e a mentira
O
leão amanheceu nem um pouco humorado.
Ele
estava enfurecido e bastante invocado.
Ao
chamar dona coruja, do seu reino a zeladora,
Perguntou
qual foi o bicho que pegou sua coroa.
A
coruja respondeu:
- “da
verdade sou amiga, ouça bem minhas palavras,
Uma
espécie de enigma:
O
culpado é aquele da verdade o refém.
A
mentira não vai longe, perna curta ela tem!”
Dona
cobra se esquivou e afirmou rapidamente:
-
“ao falar em perna curta, provam que sou inocente!”
A
girafa aproveitou, foi embora neste instante.
“com
certeza não fui eu, minha perna é muito grande!”
E
assim todos os bichos inventaram uma desculpa.
Só
sobraram no recinto o leão e a coruja.
O
felino muito esperto,
Pensou
logo num truquinho:
“conselheira,
minha amiga,
Vejo
um brilho no seu ninho!”
Ao
querer se explicar, entrou em contradição.
Tentou
ser muito esperta, foi pras garras do leão.
Numa
coisa estava certa nesta história a coruja.
A
mentira não vai longe e tem perna muito curta.
Fábulas
divertidas / Sylvio Luiz Panza
Ilustrações
de Moacir Rodrigues e Irineu Rodrigues
O Leão e o Ratinho
Certo
dia, dois ratinhos estavam brincando
alegremente
num bosque.
À
sombra de uma árvore, um leão tentava tirar uma soneca, mas não conseguia, por
causa de dois ratos. Numa de suas corridas, os ratinhos passaram por cima do
leão!
Muito
zangado com tamanho atrevimento, o leão saltou e encurralou um dos ratinhos,
enquanto o outro fugia.
O
leão apanhou o ratinho com uma de suas garras
-Se voce me perdoar. suplicou o ratinho
-Eu
o ajudarei sempre que precisar.
O
leão achou muito engraçado que um ser tão pequenino e frágil oferecesse sua
ajuda ao rei da selva, e por isso soltou-o. O ratinho foi embora, muito
contente.
Depois
de algum tempo o leão caiu em uma armadilha de um caçador e, por mais que
tentasse, nunca conseguia escapar. Seus rugidos furiosos faziam a selva tremer.
O
ratinho ouviu os rugidos e logo surgiu diante do leão,
para
cumprir sua promessa. Mas o rei da selva continuava
desconfiando
da ajuda de um ratinho.
O
ratinho subiu na rede e começou a roe-la
com
seus dentinhos afiados.
Finalmente,
conseguiu rasgá-la
e
libertar o leão.
O
leão agradeceu ao ratinho, que ficou muito satisfeito por ter ajudado.
Conclusão: 'Mesmo os que se julgam muito poderosos também necessitam da ajuda
dos mais fracos.
Fábula de Esopo
Créditos na imagem
17 outubro 2016
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